Quarta-feira, Setembro 22, 2004

Política parte 3: Boicotando as eleições!!

É minha gente, seguindo nos artigos políticos. Bom agora vou ensinar a todos vocês como boicotar as eleições. Claro, não faço isso apenas pelo prazer de ver as eleições municipais se transformando num pandemônio dos diabos, faço para provar o poder do voto do cidadão brasileiro e provar que realmente podemos mudar a situação política do Brasil, basta querer.

Você alguma vez já teve uma sensação de “dejavu” assistindo ao horário eleitoral gratuito (quem pagaria por algo assim afinal?)? É, sempre os mesmos candidatos prometendo as mesmas coisas certo? A falta de opção política é um mal crônico deste país. As vezes você vota no candidato “X” por que não tem ninguém melhor para votar, ai você sai da sua seção eleitoral com aquele sentimento de “que merda, não era o que eu queria, mas era o melhor que tinha”.

Sei como isso pode ser revoltante, sofro deste mal aqui no município aonde vivo (Em São Bernardo do Campo, a terra de ninguém aonde o Sr. Presidente costumava armar seus circos antes de se tornar o Lulinha paz e amor que conhecemos hoje). Existem apenas três candidatos, um deles eu nunca vi na vida, o outro é obviamente incapacitado para governar o município e o terceiro deu um golpe junto ao antigo prefeito, ou seja, não tenho em quem votar.

Depois de ponderar muito cheguei a conclusão de que deveria anular o meu voto, ou votar em branco. Ok, isso parece uma fuga do meu dever de cidadão de escolher o líder da minha cidade, mas é justamente ai que começa o ato de boicote das eleições. Você sabia que se mais da metade (ou seja, 50+1%) dos votos apurados forem brancos ou nulos a eleição é cancelada? Não? Mas é verdade, olha só: “Art. 224 do Código Eleitoral: Se a nulidade atingir mais da metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais, ou do Município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”

Viu só amigos, esta na lei, se mais da metade dos votos foram brancos ou nulos, a eleição é anulada e deve ser remarcada. Ai você se pergunta “e isso resolve o que? Só vai servir para eu ter que ir votar novamente nos mesmos candidatos”... Errado, também esta na lei que em caso de as eleições serem anuladas por motivos de votos brancos ou nulos, os candidatos devem ser substituídos por outros, e estes mesmos candidatos substituídos não podem mais participar de nenhum processo eleitoral para o resto de suas carreiras políticas.

Agora, imaginem isso nas eleições municipais de São Paulo, nunca mais veríamos o Sr. Paulo Maluf, nem a Dna. Marta e nem o “Melhor ministro da saúde” Serra. Não seria fantástico? Boicotar as eleições devolveria o poder político ao povo, os candidatos teriam medo de perderem suas carreiras políticas para sempre e teriam a obrigação de se comprometerem com a verdade e o bem estar do povo, caso contrário, bastaria um novo boicote e “booomm”, novas eleições, novos candidatos... Fantástico.

Sei que você esta pensando neste momento “por que eu nunca fiquei sabendo disto antes”, mas creio que a resposta seja óbvia demais, portanto, não irei entrar no mérito. A questão caros amigos é que para que um boicote dê certo, a população toda deve contribuir (toda não, apenas 50+1%), aquela velha ladainha de “meu voto não faz a diferença” deve ser esquecida. Só podemos melhorar este país lutando por nossos direitos e conhecendo as leis que regem o mesmo.

Portanto, espalhem a notícia, conte ao seu vizinho, a sua namorada, ao seus amigos da faculdade (ou colégio, ou escola, sei lá). Parem de fazer aquelas correntes bestas pela internet e envie uma informação que realmente vá mudar a vida de quem esteja recebendo. Esta na hora de o povo retomar o poder, esta na hora de os políticos entenderem que eles são os representantes do povo e não da burguesia. Esta na hora do povo se levantar contra as injustiças.

Livrem-se do cabresto, livrem-se da preguiça, livrem-se da sensação de inferioridade. Um país é exatamente aquilo que o seus cidadãos querem que ele seja.

Amém.

PS: Se vc acha que estou inventando a lei descrita acima, entre neste link "http://www.tre-sp.gov.br/legislacao/lei_4737.pdf" e procure o artigo 224.
PS2: Repare que o link acima é de um orgão oficial do governo.

A seguir: Política parte 4: Em defesa dos candidatos.

Segunda-feira, Setembro 20, 2004

Guerra Santa

Bem, já que meu colega de blog resolveu falar de política, vamos lá. Fiquei com vontade de escrever alguma coisa a esse respeito, afinal, tenho só mais 13 dias para isso (sem contar o segundo turno). Vamos falar da luta contra “os infiéis...”

Cheguei em casa depois da faculdade, cuidei dos meus bichinhos de estimação e acabei ligando a TV enquanto almoçava. E eis que, estavam transmitindo o horário político. Apesar das críticas de minha vó, deixei o aparelho ligado mesmo assim. E comecei a reparar bem nos candidatos. E, para minha surpresa, quase saio da frente da televisão direto para uma igreja...

Um candidato aparece e diz que é pastor, que só um cristão pode “salvar a nação”. O outro diz que é católico e coisa e tal, e um terceiro (este mais conhecido) faz questão de dizer que é evangélico e que vai cuidar da família do eleitorado como se fosse a sua própria! Propostas? A vida política do candidato? Pra quê? É mais importante saber qual igreja o camarada freqüenta...

Em minha opinião (e que atire a primeira cruz aquele que discordar) deveria ser proibido misturar política com religião. Não é porque o candidato é pastor que vai ser um bom político. Além do mais, isto faz com que as pessoas sejam coagidas de certa forma a votarem neste candidato. Afinal, embora eu ache que fulano vai me representar melhor, não posso deixar de votar em cicrano, pois ele é pastor da minha igreja! E o horário eleitoral mais parece um culto religioso, tentando trazer mais filhos pródigos de volta ao Lar...

- O que? Vc vai votar naquele ali? Mas ele não é nosso irmão! Ele é es...!
- Eu sei! E meu voto é dele!
- O que? #$%&...

E assim se começa uma discussão, uma verdadeira guerra santa, onde só Jesus poderá nos salvar deste poço onde estamos chafurdados, cobertos pelo descaso, pela saúde precária, pela falta de educação e de segurança. Mas acima de tudo, estamos cobertos, envoltos em algo muito, muito maior do que qualquer proposta política: O LACONISMO! E deste mal, somente ELE poderá nos livrar...

Em suma, budistas, muçulmanos, agnósticos, seguidores de religiões africanas, ateus, não votem! Seus votos de nada valem, pois apenas AQUELE QUE CRÊ (no cristianismo) será merecedor de bons governantes...


Quarta-feira, Setembro 15, 2004

Política parte 2: O circo esta de volta à cidade!!

Hoje tem palhaçada?!?! Tem sim senhor!!! Hoje tem Dona Marta?!?! Tem sim senhor!!! Hoje tem tucanaiada?!?! Tem sim senhor!!!

É minha gente, o circo esta de volta à cidade, cidade não, município. Afinal, o que são as eleições a não ser um grande e tenebroso circo de horrores aonde as atrações bizarras são os próprios candidatos se estapiando diariamente em rede nacional?

Chega a ser vergonhoso o que se passa em todo o país na época das eleições. Vamos começar pela poluição visual. POR ZEUS, de onde eles tiram tantos banners, folhetos, panfletos, cartazes e etc? A cidade vira um grande lixão com material promocional voando para todos os lados. É vergonhoso, é revoltante, já vi cartazes colocados em cima de placas de transito. Os candidatos dão prioridade a campanha e ignoram a segurança dos usuários das vias públicas, ridículo.

Não satisfeitos com a poluição visual eles ainda apelam para a poluição sonora. Quem nunca foi acordado as 6:30 da manhã, não pelo implacável despertador mas por um “jingle” horrendo que canta as mil e uma proezas do candidato? PEROBA NELES!!! Enquanto o candidato sonha tranqüilo em sua cama tamanho “suite master de motel” até as 15:30 o maldito carro de som te arrebata do seu sonho erótico com a Sheila Carvalho (neste caso, acho que o carro de som te fez um favor caro amigo, Sheila Carvalho? Sinceramente eim!!!).

Agora, não podemos duvidar da preocupação dos candidatos coma a higiene do eleitor. Já reparou a quantidade de pentes e lixas de unha que são distribuídos durante as eleições? O único que insiste em não distribuir lixas de unha é o candidato Zé do Caixão. Isso sem contar o horário eleitoral gratuito, esse eu me recuso a comentar, acho que todo mundo já viu uma vez na vida e sabe do que estou falando...

Mas nada, NADA, me irrita mais do que os malditos comícios ou a sua variante mais “pop”, os showmícios. PUTA QUE O PARIU, se tem algo que realmente me irrita é isso. Os caras contratam um artista medíocre, armam um palco em segundos bem na porta da sua casa e esperam a multidão enfurecida por minutos de “boa música” chegarem.

Olha gente, eleições é coisa séria. O resultado dela vai ditar o ritmo de vida de seu município (ou país no caso das eleições presidenciais) nos próximos quatro anos na melhor das hipóteses. Não é por que o candidato contratou o Frank Aguiar pra tocar que ele vai prestar pra algo quando estiver no poder (alias, alguém que chama o cãozinho dos teclados para tocar deveria ser queimado pela santa inquisição).

Então amigo leitor, não se esqueça, não votem em alguém só por que ele fez um comício com o Frank Aguiar (afff), não votem em alguém por que ele encheu a cidade com seu rostinho impresso. Votem por acreditarem na campanha do candidato, votem por que ele te transmite confiança e por que você acha que o candidato em questão vai ser o melhor para o seu município. Vote com consciência de que esta escolhendo um líder e não um macaco de auditório vestido de super-homem.


Abraços e até o próximo post.

A seguir: Política parte 3: Boicotando as eleições!!

Segunda-feira, Setembro 13, 2004

Política parte 1: O que raios é política?

Este é o primeiro de uma série de “post's” políticos que estarei colocando aqui no blog a partir de hoje. Ok, sei que você deve estar pensando agora mesmo “que bosta, mais um me atormentando com politicagem”, e você provavelmente está com a razão, mas para mim é muito doloroso ver a quantas andas a situação política deste país e me calar.

Bom, vamos começar definindo a palavra “política”. Segundo o Houaiss disponibilizado pela UOL, “política” significa: arte ou ciência de governar, arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa).

Entendeu? Não? Bom, problema é seu, se você é um analfabeto funcional eu não tenho nada a ver com isso :). Continuando, agora que sabemos (ou não) a definição da palavra “política”, vamos pensar um segundinho sobre o sentido mais amplo da palavra. No dicionário meus amigos, ainda existe uma outra definição para esta palavra tão odiada em nosso Brasilzão sem porteira sô, no dicionário também esta escrito: habilidade no relacionar-se com os outros tendo em vista a obtenção de resultados desejados, astúcia, maquiavelismo no processo de obtenção de alguma coisa.

Nossa, assustador não é mesmo? Mas é isso ai gente, política é isso mesmo.
Portanto caro leitor, você que diz que odeia política, trate de mudar o seu discurso pois você faz política desde que nasceu. Não é fantástico? Todos nós somos políticos... O que? Você não se considera político? Vai dizer que nunca disse para a sua mãe: “Mãe, me arruma um dinheiro que eu te lavo a louça” ou “Pai, se eu fizer toda a minha lição, poderei ir brincar com os meus amiguinhos?”. E ai? O que? Nunca fez isso por que seus pais sempre foram bons e generosos? Que tal este exemplo então: “E ai gata, eu estou aqui, você também, por que agente não fica junto?” é, a cantada é péssima, eu sei, mas aposto a minha tia avó fofoqueira de 75 anos como você já tentou conquistar aquela gata ou aquele gato certo? Então camarada, você não passa de um baita político.

É amigo, agora que você sabe o que é política, pense duas vezes antes de soltar aquela boa e velha frase que todo brasileiro tem na ponta da língua, “político é tudo safado”.

Agora que já sabemos o que raios é política e descobrirmos que todos nós somos grandes políticos, espere para ler o próximo e emocionante “post” que continuará a elucidar sobre tão interessante assunto mas que poucos fazem questão de se interessar.

A seguir: Política parte 2: O circo volta à cidade!!

Domingo, Setembro 12, 2004

Não sei fazer poesia, mas que se foda!

Hoje o dia estava frio, nublado. Um tempo feio mesmo... E eu acordei cedo! Fui fazer um curso de manejo e identificação de aranhas. Mas o que me chateou mesmo não foi o dia cinzento, nem o fato de ter levantado cedo, foram alguns comentários que tive de ouvir...

Durante a manhã, em meio a uma conversa, um amigo soltou um “ela é meia chata”. Lógico, eu tive espasmos convulsivos! Meio, para quem não sabe, é advérbio de intensidade, portanto não há masculino e feminino, ele é invariável. Assim como muito. Você por acaso fala "ela é muita chata”? Bem, vamos deixar a gramática de lado, por enquanto.

Eu corrigi meu amigo, pois tenho intimidade suficiente para fazer isso. Aí então tive que ouvir gracinhas do tipo: “a Natália está fazendo o curso errado, deveria estar fazendo letras!”, “Ai! Meio, meia... tanto faz! Vc entendeu né? Como vc é chata!” Eu dei uma risadinha e tudo bem, mas ao voltar para casa fiquei pensando...

Não foi a primeira vez que ouvi isso esta semana.Então, quero dizer uma coisa a todas as pessoas que acham que estou fazendo o curso errado: Curso errado o caráleo!! Se vcs querem falar errado e acham bonito, danem-se, eu não tenho que ouvir essas barbaridades que vcs falam e ficar quieta!

Claro, não estou dizendo que saio por aí corrigindo todo mundo. Sei perfeitamente que não posso exigir que a “tia da limpeza” fale corretamente, não posso querer que o cobrador de ônibus conjugue perfeitamente os verbos... E não é preconceito contra essas profissões, mas sei que a maior parte destas pessoas não teve a oportunidade de estudar.

Mas acho que, pessoas que estão cursando o terceiro grau, que estão em uma universidade, em um curso de licenciatura, pessoas que vão dar aulas, devem falar corretamente! É o mínimo eu acho! Não é porque você faz biologia, matemática ou qualquer outro curso diferente de Letras, que vc tem o direito de assassinar nossa língua pátria!

E o pior, estas pessoas se ofendem quando corrigidas! Devem ser daquelas que cantam “eu não sei fazer poesia, mas que se foda!” Só que devem pensar: “eu não sei falar o português corretamente, mas que se foda!” Devem achar o Chorão o poeta dos poetas, o máximo do lirismo... Álvares de Azevedo? Juan Garcia Marques? Fernando Pessoa? Pablo Neruda? Que nada! Escritor e poeta mesmo é o Chorão! Português correto? Pra quê? Tem o corretor do Word!

Sinto muito, minha paciência e tolerância não chegam a tanto. Não vou permitir que sacrifiquem sem anestesia a língua portuguesa! Não vou tolerar um avião, com terroristas ouvindo Charlie Brown Jr. dentro, sendo atirado contra a Academia Brasileira de Letras! Vou continuar corrigindo seus erros, seus plurais esquecidos, seus verbos mal conjugados. Vcs têm obrigação! Biólogo não é sinônimo de semi-analfabeto! Não gostam? Então vou falar no dialeto de vcs: FODAM - SE!

E se ter o hábito de ler, falar e escrever corretamente são sinônimos de chatice, então sim, eu sou chata. Muito chata! E com orgulho!

Eu não sei fazer poesia, e nem usar meu cérebro corretamente, mas que se foda!

Quarta-feira, Setembro 01, 2004

Olga

Na última segunda fui ao cinema com minha mãe assistir ao filme Olga. Chorei (bem, na verdade não chorei, mas faltou muito pouco). Como é de conhecimento de todos (ou pelo menos da maioria) o filme conta a história de Olga Benário, mulher de Luís Carlos Prestes, coronel responsável pelo “enterro” da República Velha.

Bem, vamos deixar a parte técnica de lado (que por sinal é magnífica) e falar da personagem em si. O filme não mostra (é claro) como Olga era realmente. Judia alemã,caiu nas graças da União Soviética e entrou para a Internacional Comunista. Lá recebeu ordens para acompanhar e proteger Prestes, na viagem de Moscou para o Brasil. Os dois então se apaixonaram, foram derrotados no golpe comunista que organizavam, foram presos e Olga, grávida de sete meses, foi deportada para a Alemanha de Hitler. Mas isso vc pode ver no filme. O que quero dizer, é que o telespectador tenha o bom senso de perceber que, é claro, uma mulher com essas qualidades não poderia ser o “anjo de candura” que o filme mostra. Olga era um soldado, uma profissional do serviço secreto militar soviético, treinada para isso. Respeitando hierarquia e disciplina. Assim como Prestes também não era o príncipe encantando que aparece nas telas. Lembrando sempre que o filme busca exatamente isso: focar o lado humano dos personagens...

Mas sobre Olga fez –se um mito, como tantos outros que vagam pela história, e é isso que importa.Pelo menos “ela veio” para ensinar algo, (nem que seja maquiado) sobre nossa história, tão esquecida em livros, e tão erroneamente transmitida em salas de aula. É muito melhor que adolescentes saiam do cinema chorando após ver Olga morrendo em um campo de concentração, do que depois de ver o filme da Sandy...

É triste que os jovens tenham ídolos como Kelly Key, Sandy e Júnior, Rouge, entre outras pérolas que NOSSO PAÍS É CAPAZ DE PRODUZIR. Que tenham como “ideais de amor” pessoas como Carla Perez e Xandy. É lamentável que saibam quando Luana Piovani engravidou, mas não saibam quem foi Joana Angélica... Dói ouvir que Angélica vai ser uma heroína porque vai fazer parto normal, mas desconhecem a bravura de Maria Quitéria, ou a força de Anita Garibaldi,enterrada como grande heroína na Itália, mas que no Brasil é na verdade uma indigente (e não venha me dizer que vc sabe quem foi Anita porque assistiu A CASA DAS SETE MULHERES!!!).

Olga trás a força, a coragem e a luta por ideais. Mesmo que essa palavra esteja completamente fora do dicionário da maior parte dos brasileiros. Espero então que o público vá ao cinema não para ver o Caco Ciocler (Prestes) sem camisa, ou a Camila Morgado (Olga) careca, mas sim para admirar a história que uma mulher que, de uma forma ou de outra, foi uma heroína (ou pelo menos muito, muito corajosa).

O que? Vc acha que o filme vai ser chato porque “fala de história”? Que não vai conseguir entendê-lo? Tudo bem então, assista Sônia Abrão (ainda passa isso?) ou quem sabe a Márcia Goldschimidt. Há também como segunda opção o Leão Lobo ou ainda a Kátia. Tenho certeza de que eles contarão um “ótimo resumo” do filme, e assim vc poderá se considerar um cidadão culturalmente bem informado.

Agora, se vc preferir ir ao cinema, vá. Se tiver vontade de chorar, chore. Não é vergonha nenhuma chorar ouvindo as cartas trocadas por Prestes e Olga, não é constrangedor deixar-se levar pela emoção ao ver as barbaridades da Alemanha nazista e ao se imaginar no lugar dos judeus, muito pelo contrário... Constrangedor mesmo, e eu diria até que é um caso patológico, é se vc chorar vendo os filhos da Maria do Carmo fazendo as pazes... E só para finalizar, gostaria de fazer um pedido: vá ao cinema. Leia o livro OLGA, pesquise, faça qualquer coisa... Mas por favor, saia deste mundo sem volta, mergulhado em trevas, que se chama IGNORÂNCIA!

Iluminar tudo, iluminar sempre. Eis o meu lema e o do Sol. (Maiakovski)