Apocalipse
E por tempos Ele se sentiu tomado pela magia provocada por Ela. Sentiu-se iluminado pela luz que Dela emanava. Era de fato uma entidade divina que o aceitara. E esse ser, que trouxe toda essa luz e magia, trouxe também o deslumbre.
E o deslumbre o impediu de ver o que acontece quando um ser divino se envolve com alguém tão ridiculamente mundano. O divino se torna tão mundano quanto poderia. E como tudo que é mundano, suscetível a falhas, defeitos e imperfeições.
O toque da criação agora era apenas uma lembrança, de um tempo que passou. Era apenas a lembrança amarga que jamais voltaria. A terra então rachou, a água secou, os raios de Sol congelavam, as flores exalavam o perfume da desilusão e o vento cortava feito navalha.
A paisagem que antes pulsava de vida e alegria, morreu, desapareceu junto com os brilhos e as cores divinas. Era o fim de tudo o que se criou dentro Dele. Era o fim do que ele acreditou, mesmo que por breves momentos, que duraria para toda a eternidade.
A vida enfim cobrara seu preço. E ele não estava pronto para pagar. E como poderia? E Ela, antes divina, não pode compreender que o mundano é assim mesmo. Ela, agora mundana, não pôde aceitá-lo da forma como ele sempre se mostrou.
Ele, sempre mundano, não pôde suportar a ausência Dela, divina, e não pôde suportar sua falta de talento para satisfazê-la da forma como ela passou a desejar. Ele continua sem saber se o que falam do destino é verdadeiro, e já não se importa mais.
A única coisa que Ele sabe agora, é que Ele afinal nunca fora dono da própria vida. A vida é sua própria dona e demonstra isso das formas mais decepcionantes, e por vezes, dolorosas possíveis.
E embora os fatos sejam irremediáveis, Ele espera um dia poder voltar a sentir o toque da criação. Ele espera recuperar a cor da vida, o brilho e o próprio calor.
E espera que um dia Ela entenda que Ele nada mais foi além do que sempre fora.
Mundano.
E o deslumbre o impediu de ver o que acontece quando um ser divino se envolve com alguém tão ridiculamente mundano. O divino se torna tão mundano quanto poderia. E como tudo que é mundano, suscetível a falhas, defeitos e imperfeições.
O toque da criação agora era apenas uma lembrança, de um tempo que passou. Era apenas a lembrança amarga que jamais voltaria. A terra então rachou, a água secou, os raios de Sol congelavam, as flores exalavam o perfume da desilusão e o vento cortava feito navalha.
A paisagem que antes pulsava de vida e alegria, morreu, desapareceu junto com os brilhos e as cores divinas. Era o fim de tudo o que se criou dentro Dele. Era o fim do que ele acreditou, mesmo que por breves momentos, que duraria para toda a eternidade.
A vida enfim cobrara seu preço. E ele não estava pronto para pagar. E como poderia? E Ela, antes divina, não pode compreender que o mundano é assim mesmo. Ela, agora mundana, não pôde aceitá-lo da forma como ele sempre se mostrou.
Ele, sempre mundano, não pôde suportar a ausência Dela, divina, e não pôde suportar sua falta de talento para satisfazê-la da forma como ela passou a desejar. Ele continua sem saber se o que falam do destino é verdadeiro, e já não se importa mais.
A única coisa que Ele sabe agora, é que Ele afinal nunca fora dono da própria vida. A vida é sua própria dona e demonstra isso das formas mais decepcionantes, e por vezes, dolorosas possíveis.
E embora os fatos sejam irremediáveis, Ele espera um dia poder voltar a sentir o toque da criação. Ele espera recuperar a cor da vida, o brilho e o próprio calor.
E espera que um dia Ela entenda que Ele nada mais foi além do que sempre fora.
Mundano.



